Uma das coisas que mais admiro, em gente, é a criatividade. Pessoas que carregam esse dom sempre tem uma maneira
diferente de nos surpreender, seja em palavras, ações ou gestos. Seja de um modo
avassalador ou sorrateiramente. Em um gargalhar ou um sorriso solto no canto da boca. Com cores
fortes ou em tons
pastéis. O encanto está em ser natural, sem esforços, sem
pedidos e rogações. É simples, é bonito!
"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios.
É fácil caminhar lado
a lado,
Difícil
é saber como se encontrar.
É
fácil beijar o
rosto,
Difícil
é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor.
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!"
Eu sou criança. E vou crescer
assim.
Gosto de abraçar apertado,
sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores.
O simples me faz rir, o
complicado me aborrece.
Tenho um coração maior do que
eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho.
E o sonho escreve a
minha vida que às vezes eu risco, rabisco,
embolo e jogo debaixo
da cama
Coragem eu tenho um monte.
Mas medo eu tenho tambem.
Minha bagunça mora aqui
dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa.
Mas uma coisa eu digo: eu não
páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei
aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou.
Sempre me pergunto quanto
falta, se está perto, com que letra começa,
se vai ter fim, se vai dar
certo. Sempre questiono se eu estou feliz, se eu estou bonita,
se eu vou ganhar estrelinha,
se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim.
Não gosto de
meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio.
Aprendi que palavra é igual
oração: tem que ser inteira senão perde a força.
E força não há de faltar
porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo.
Sou menina levada, sou
criança crescida com contas para pagar.
E mesmo pequena, não deixo de
crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas.
Mas quando chega a hora
do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha,
tomo sorvete no pote,
choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança.
Amo com os olhos
vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo.
Sem frases cortadas. Sem
censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz?
Me dê um chocolate, um
bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou,
uma mentira bonita pra me
fazer sonhar. Não importa.
Todo dia é dia de ser criança
e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança
gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!
(E eu – como boa criança que
sou – quero mais é rasgar o pacote!)
http://priicampos.blogspot.com.br/





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